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Central de Atendimento ao Advogado  
abr 142014
 

Nesta semana, artigos escritos sobre o tema há anos atrás, com contexto e verdade ainda atuais e comentários em cima do lance.

O tema de hoje é Gestão.

Artigo original de Dezembro de 2010:

Violência, gestão e direito

Violência. Temos assistido todos os dias uma violência sem tamanho. São pessoas que brigam no trânsito, filhos que matam pais a facadas e vão dormir, maridos que homicidam suas esposas por motivos frívolos…

Violência. Um mal da sociedade moderna.

Violência. Parece que estamos sedados a ela, aceitamos como algo normal e crimes brutais viram fatalidade…

Pois é amigo leitor… Mais um ano se encaminha para o final. Mais um ano em que aceitamos muitas coisas que deveriamos repudiar. Mais um ano em que muitos de nós se perguntam como fazer para mudar o que está acontecendo…

Justamente esta reflexão que quero fazer hoje.

 

Neste blog dedicamos tempo para discorrer sobre gestão, tecnologia e qualidade. Aqui queremos atualizar nossos leitores sobre as novidades, inovações e técnicas para facilitar o seu dia a dia. E o que mais podemos querer?

No mínimo, auxiliar o leitor a criticar o que vê e lê. Criticar faz parte da gestão. Nada nasce em termos de gestão se não houver uma crítica/raciocínio/pensamento acerca das tarefas e atitudes que fazem o dia a dia.

CHEGA DE VIOLÊNCIA SOCIAL!

CHEGA DE CORDEIROS SEGUINDO UMA MASSA SEM RUMO!

CHEGA DE VIOLÊNCIA AO NOSSO CÉREBRO!

Pensar não dói, mas tem responsabilidades. Aceitar tudo como está é simples, mas não modifica a situação atual.

E o direito, onde está neste contexto?

De uma forma que talvez nem o próprio direito se sinta capaz de realizar: Com paz social.

O direito dentro da sua realidade de justiça e decisões deve se preocupar com a paz social.

Viva a conciliação!

Concordo integralmente, desde que seja feita a crítica que devemos conciliar, devemos buscar a paz social, mas jamais aceitar que a justiça diga que um cidadão não tem direito a algo simplesmente porque se der o direito haverão inúmeras ações iguais…. Isto não é paz social. Isto é injustiça.

Este é o último post de 2010. O Blog estará a partir de amanhã entrando em recesso até o dia 03 de Janeiro de 2011. Diante disto, escolhi um tema que deixe uma reflexão profunda para este tempo de férias e festividades: Violência, gestão e direito.

Não seja passivo diante da violência, nem se acostume com ela. Jamais deixe de planejar, buscar novos vôos, alçar novos caminhos. São através dos objetivos que fazemos um mundo melhor. E você, advogado, juiz, promotor, estagiário, seja um construtor social. Lapide a pedra bruta da sociedade para termos algo concreto, polido e belo. A paz e justiça social passam pelas suas mãos todos os dias.

Um ótimo final de ano e festividades com amor, vida e sucesso!

*************************

Comentário atual, Abril de 2014:

Devemos viver além do judiciário.

Advogado que está preocupado apenas em distribuir ações, está cada vez com menos direito para ser conquistado.

O judiciário vive um lobby forte dos tribunais superiores e de ações de massa.

E o papel do advogado?

Cada vez mais ligado a negócios, conciliação, arbitragem, especialização em áreas e temas atuais (internet, fusões aquisições, etc).

Enfim, 

Para encontrar o seu mercado, não foque apenas no judiciário. Foque nas necessidades do seu cliente e ao mercado, para que seus produtos possam ser adequados a realidade atual.

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Artigo escrito por Gustavo Rocha

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abr 112014
 

Muitos escritórios se perguntam se devem se especializar em boutiques ou serem generalistas em termos de áreas de atuação.

Parece uma resposta óbvia, boutique é quem tem matérias bem específicas e quem não as tem, tem que atuar mais generalista.

Contudo, uma febre tem assolado o mercado: Ser generalista parece um erro. O ideal é ser especializado.

Em alguns casos, concordo. Noutros, penso que é um erro crasso.

Aliás, Einstein há mais de um século, já afirmava isto:

 

O Problema da Especialização

O domínio dos factos explicáveis pela ciência alargou enormemente, e o conhecimento teórico em todos os campos da ciência tem sido aprofundado, para além do que podia esperar-se. A capacidade de compreensão humana, porém, é e será sempre muito limitada. Assim não podia deixar de acontecer que a actividade do investigador individual tivesse que restringir-se a um sector, cada vez mais limitado, do conhecimento científico geral. Mas o mais grave é que esta especialização faz que a compreensão geral da ciência como um todo — sem a qual o verdadeiro investigador cristaliza forçosamente — tenha de marcar passo com a evolução, o que se torna cada vez mais difícil. Cria-se, assim, uma situação idêntica àquela que, na Bíblia, é simbolicamente representada pela História da torre de Babel. Todo o investigador honesto tem a dolorosa consciência dessa limitação involuntária a um círculo de compreensão cada vez mais apertado, que ameaça roubar as grandes perspectivas ao investigador e o reduz a simples obreiro.

Albert Einstein, in ‘Como Vejo o Mundo’

 

As perguntas que faço:

+ Sou tão especialista e conhecido nesta matéria que atuo?

+ Tenho contatos, clientes e mercado/negócios nesta área para fixar bandeira e seguir adiante?

+ Meu conhecimento é mais geral e tenho clientes em diversas áreas? Especializar pode assustar clientes, não?

+ Qual o problema em ser generalista? O importante é ter produtos e um carro chefe, mas atuar em diversas áreas minimiza o risco.

+ Atuar em áreas afins (tipo trabalhista e previdenciário)? Sim, fideliza o cliente no mesmo escritório, que não procurará outro para assuntos jurídicos.

Enfim,

Boutique ou generalista? Você escolhe. O sucesso do seu escritório passa por esta e muitas outras decisões.

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abr 102014
 

Iniciamos com uma reflexão:

Educação para a Independência do Pensamento

Não basta preparar o homem para o domínio de uma especialidade qualquer. Passará a ser então uma espécie de máquina utilizável, mas não uma personalidade perfeita. O que importa é que venha a ter um sentido atento para o que for digno de esforço, e que for belo e moralmente bom. De contrário, virá a parecer-se mais com um cão amestrado do que com um ser harmonicamente desenvolvido, pois só tem os conhecimentos da sua especialização. Deve aprender a compreender os motivos dos homens, as suas ilusões e as suas paixões, para tomar uma atitude perante cada um dos seus semelhantes e perante a comunidade.
Estes valores são transmitidos à jovem geração pelo contacto pessoal com os professores, e não — ou pelos menos não primordialmente — pelos livros de ensino. São os professores, antes de mais nada, que desenvolvem e conservam a cultura. São ainda esses valores que tenho em mente, quando recomendo, como algo de importante, as «humanidades» e não o mero tecnicismo árido, no campo histórico e filosófico.
A importância dada ao sistema de competição e a especialização precoce, sob pretexto da utilidade imediata, é o que mata o espírito de que depende toda a actividade cultural e até mesmo o próprio florescimento das ciências de especialização.
Faz também parte da essência de uma boa educação desenvolver nos jovens o pensamento crítico independente, desenvolvimento esse que é prejudicado, em grande parte, pela sobrecarga de disciplinas em que o indivíduo, segundo o sistema adoptado, tem de obter nota de passagem. A sobrecarga conduz necessariamente à superficialidade e à falta de verdadeira cultura. O ensino deve ser de modo a fazer sentir aos alunos que aquilo que se lhes ensina é uma dádiva preciosa e não uma amarga obrigação.

Albert Einstein, in ‘Como Vejo o Mundo’

 

E agora, com um pensamento:

 

O que estamos fazendo em prol da educação de nossos funcionários e, principalmente, em prol de nós mesmos?

Educação não no sentido de aprender e ensinar, mas no sentido literal de apreender informações e usa-las de maneira correta e eficiente.

Aliás, nas mesmas palavras de Einstein:

Conselhos para o Ensino

Vou falar de questões que, independentemente do espaço e do tempo, sempre estiveram e sempre estarão relacionadas com a educação. Nesta tentativa não posso dizer que sou uma autoridade, particularmente tão inteligente e bem-intencionado como os homens que ao longo do tempo trataram dos problemas da educação e que certamente exprimiram repetidas vezes os seus pontos de vista acerca destas matérias. Com que base posso eu, um leigo no âmbito da pedagogia, arranjar coragem para exprimir opiniões sem qualquer fundamento, excepto a minha experiência pessoal e a minha convicção pessoal? Quando se trata de uma matéria científica, é fácil uma pessoa sentir-se tentada a ficar calada com base nestas considerações.
Contudo, tratando-se de assuntos respeitantes ao ser humano, é diferente. Neste caso, o conhecimento apenas da verdade não é suficiente; pelo contrário, este conhecimento deve ser continuamente renovado à custa de um esforço contínuo, sob pena de se perder. Lembra uma estátua de mármore no deserto que está continuamente em perigo de ser enterrada pela areia em movimento. As mãos de serviço têm de estar continuamente a trabalhar para que o mármore continue indefinidamente a brilhar ao sol. A este grupo de mãos também pertencem as minhas.
A escola sempre foi o mais importante meio de transferência da riqueza da tradição de uma geração para a seguinte. Hoje isto aplica-se ainda mais do que antigamente, porque, através do desenvolvimento moderno da vida económica, o papel da família como entidade portadora da tradição e da educação tem enfraquecido. A continuidade e a saúde da sociedade humana estão, portanto, ainda mais dependentes da escola do que anteriormente.
A influência educacional que é exercida sobre o aluno pela realização de um certo trabalho pode ser muito diferente, dependendo de o sentimento subjacente a este trabalho ser dor, paixão egoísta ou desejo de prazer e satisfação. E ninguém pode afirmar que a administração da escola e a atitude dos professores não têm influência no modo como moldam as bases psicológicas dos alunos.
Quanto a mim, a pior coisa parece ser uma escola que trabalhe principalmente com métodos baseados no medo, na força e na autoridade artificial. Esse tratamento destrói os bons sentimentos, a sinceridade e a autoconfiança do aluno. Produz o sujeito submisso.
O segundo motivo referido, a ambição, ou, em termos mais suaves, o desejo de reconhecimento e consideração, está firmemente associado à natureza humana. Na ausência de estímulo mental deste tipo, a cooperação humana seria completamente impossível; o desejo de aprovação por um colega é certamente uma das forças de coesão mais poderosas da sociedade. Neste complexo de sentimentos, as forças construtivas e destrutivas estão muito próximas. O desejo de aprovação e reconhecimento é um motivo saudável, mas o desejo de ser reconhecido como melhor, mais forte ou mais inteligente do que outra pessoa ou mais estudioso conduz facilmente a um estado psicológico excessivamente egoísta, que pode tornar-se prejudicial para o indivíduo e para a comunidade. Consequentemente, a escola e o professor devem abster-se de utilizarem o método fácil de incentivar a ambição individual por forma a levarem os seus alunos a trabalhar. Devemos abster-nos de incentivar nos jovens a luta pelo sucesso na forma usual como o principal objectivo de vida. O motivo mais importante para trabalhar na escola e na vida é o prazer no trabalho, o prazer nos seus resultados e o reconhecimento do valor do resultado para a comunidade. O importante é desenvolver a inclinação para a brincadeira própria das crianças e o desejo de reconhecimento também próprio das crianças e guiar a criança ao longo dos aspectos importantes para a sociedade. Tal escola exige que o professor seja uma espécie de artista na sua própria área.
Ainda não disse nada até agora sobre a escolha dos assuntos a ensinar nem sobre o método de ensino. Deve predominar o ensino das línguas ou a educação técnica em ciência?
A isto respondo: na minha opinião, tudo isso é de importância secundária. Se um jovem desenvolver os músculos e a preparação física fazendo ginástica e caminhando, estará mais tarde preparado para qualquer trabalho físico. Isto é igualmente verdade no caso do treino da mente e do exercício das habilidades mentais e manuais. Assim, o dito não está muito errado quando define a educação da seguinte forma: «Educação é o que fica quando esquecemos tudo o que aprendemos na escola!»

Albert Einstein, in ‘Discurso (1936)’

 

E, com tudo isto dito, fica o pensamento:

Transmita conhecimento, estabeleça conexão de vida com as pessoas e o resto? E com cada uma delas.

Somente podemos educar quem quer aprender.

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abr 092014
 

Vislumbramos as pessoas cada vez mais preocupadas em discursar sobre o que é certo, o que é errado, em dizer o como fazer, em querer encher a boca para dar exemplos de como é o certo e o errado.

Todos querem ter razão, poucos se preocupam em ser a própria razão.

A grande maioria quer dizer o como fazer e não quer fazer no formato de como diz que deverá ser feito.

Palavras, palavras… E os atos, onde ficam?

Exupéry tem uma bela reflexão sobre este tema:

 

Os Actos Valem mais que as Palavras

Nenhuma explicação verbal poderá alguma vez substituir a contemplação. A unidade do Ser não é transmissível pelas palavras. Se eu quisesse ensinar a homens, cuja civilização o desconhecesse, o que é o amor a uma pátria ou a uma quinta, não disporia de argumento algum para os convencer. São os campos, as pastagens e o gado que constituem uma quinta. Todos e cada um deles têm como missão produzir riqueza. No entanto, há alguma coisa na quinta que escapa à análise dos seus componentes, pois existem proprietários que, por amor à sua quinta, se arruinariam para a salvar. Pelo contrário, é essa «alguma coisa» que enriquece com uma qualidade particular os componentes. Estes tornam-se gado de uma quinta, prados de uma quinta, campos de uma quinta…

Assim se passa a ser homem de uma pátria, de um ofício, de uma civilização, de uma religião. Mas, para que alguém se reclame de tais Seres, convém, antes de mais, fundá-los em si próprio. E, se não existir o sentimento da pátria, nenhuma linguagem o transmitirá. O Ser de que nos reinvindicamos não o fundamos em nós senão por actos. Um Ser não pertence ao domínio da linguagem, mas dos actos. O nosso Humanismo desprezou os actos. Fracassou na sua tentativa.

Antoine de Saint-Exupéry, in ‘Piloto de Guerra’

 

E como vão os atos do dia a dia?

Dizemos aos funcionários que tudo vai mudar… Algo muda?

Dizemos aos funcionários que pessoas irão ficar/sair… Algo muda?

Dizemos aos funcionários que melhorarão as condições… Algo muda?

Devemos ser a mudança que queremos ver no mundo, já disse Ghandi.

Nossos atos devem refletir nosso pensar. E o nosso pensar deve levar aos nossos atos.

Contudo, sem atos, palavras são vazias.

Atos ou palavras?

Atos reforçados por palavras, este é o caminho.

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abr 082014
 

Falamos do processo eletrônico, falamos de segurança da informação, falamos de tecnologia aplicada a advocacia.

E daí? O que realmente tem mudado?

Mudou a forma de se comunicar com o judiciário, alguns dirão. Outros, dirão que a tecnologia está matando a advocacia.

Enquanto este debate fica em nossa mente, nos Estados Unidos, os advogados se reúnem para debater como a tecnologia pode influenciar os seus clientes, seus negócios.

Então, hoje, convido vocês a conhecerem mais sobre este debate, lendo este artigo:

 

No Techshow da ABA (American Bar Association) deste ano, foram apresentadas novas regras do código de ética dos advogados, para adaptá-lo à era digital. De uma maneira geral, o advogado tem o dever de ser competente tecnologicamente e estar consciente das implicações éticas da computação em nuvem.

(…)

A palavra mais usada em toda a discussão é o adjetivo “razoável” — isto é, advogados não precisam ser gênios em tecnologia, mas devem fazer “esforços razoáveis” para preservar a confidencialidade dos dados ou informações do cliente, mantidas na nuvem. Devem impedir qualquer divulgação não autorizada, mesmo que isso ocorra de forma inadvertida.

(…)

Até o momento, seccionais da ABA em 14 estados apresentaram propostas sobre as responsabilidades éticas dos advogados em relação à computação em nuvem (ver abaixo). Os representantes da ABA apresentaram cinco recomendações:

• Mantenha-se atualizado;

• Aprenda o que não sabe;

• Lembre-se de que você não está garantindo a segurança das informações do cliente contra acesso não autorizado [isso fica a cargo da empresa provedora do serviço de computação em nuvem];

• Reveja, periodicamente, as medidas de segurança adotadas pela provedora do serviço de computação em nuvem;

• Não se esqueça de que circunstâncias especiais exigem precauções especiais.

As propostas das seccionais da ABA procuram conciliar a computação em nuvem às obrigações éticas dos advogados. Algumas podem ser adotadas por qualquer escritório de advocacia, outras podem ser discutidas. Uma proposta interessante é a de estabelecer no contrato de serviço a responsabilização civil da provedora por qualquer vazamento de dados dos clientes.

Conheça as propostas que as seccionais da ABA apresentaram, até agora:

ESTADO Propostas
ALABAMA · Saiba como a fornecedora lida com armazenamento e segurança de dados.

· Assegure-se razoavelmente de que o acordo de confidencialidade seja obedecido.

· Conheça as melhores práticas sobre salvaguardas de dados.

ARIZONA · Tome precauções razoáveis de segurança, incluindo proteção de senha, criptografia, etc.

· Desenvolva ou consulte alguém com competência em segurança de computação online.

· Reveja periodicamente as medidas de segurança.

CALIFÓRNIA · Avalie a natureza da tecnologia, precauções de segurança disponíveis e limitações ao acesso de terceiros.

· Consulte um especialista na ausência de expertise dos advogados.

· Avalie a sensibilidade dos dados, o impacto de um vazamento para o cliente, a urgência da situação e as instruções do cliente.

IOWA · Assegure-se de que terá acesso irrestrito a seus dados, quando necessário, incluindo a remoção deles na terminação do serviço.

· Determine o grau de proteção assegurado aos dados armazenados em um serviço de computação em nuvem.

MAINE · A fornecedora do serviço e possivelmente seus funcionários devem ter uma obrigação executável de manter a confidencialidade.

· A fornecedora deve notificar o escritório sobre qualquer caso de vazamento.

· Os dados devem ser transferidos à fornecedora de uma maneira segura.

MASSACHUSETTS · Reveja (e examine periodicamente) os termos do serviço, restrições ao acesso a dados, portabilidade dos dados e práticas de segurança da fornecedora do serviço.

· Siga expressamente as instruções do cliente em relação ao uso de tecnologia de nuvem para armazenar e transmitir dados.

· No caso de informações particularmente sensíveis do cliente, obtenha a sua aprovação antes de armazenar ou transmitir informações pela internet.

NOVA HAMPSHIRE · Tenha um entendimento básico da tecnologia e conheça as mudanças nas leis e regulamentos sobre privacidade.

· Considere obter o consentimento informado do cliente, antes de armazenar na nuvem informações altamente confidenciais.

· Remova os dados do cliente da nuvem e os dê a ele à conclusão da representação ou quando o arquivo não precisa mais ser preservado.

· Faça um esforço razoável para assegurar que as provedoras de serviço na nuvem entendam e ajam de uma maneira compatível com as responsabilidades profissionais dos advogados.

NOVA JERSEY · A provedora do serviço deve ter uma obrigação executável de preservar a confidencialidade e a segurança.

· Use tecnologia disponível para proteger as informações contra tentativas previsíveis de bisbilhotagem dos dados.

NOVA YORK · A provedora deve ter uma obrigação executável de preservar a confidencialidade e a segurança dos dados e deve notificar o advogado se for citada por dados do cliente.

· Use tecnologia disponível para proteger as informações contra tentativas previsíveis de bisbilhotagem dos dados.

· Examine as práticas de segurança da provedora do serviço e reveja periodicamente para se certificar de que estão atualizadas.

· Investigue qualquer quebra potencial de segurança ou lapsos da provedora para se certificar de que os dados do cliente não sejam comprometidos.

NEVADA · Escolha uma provedora de serviço na qual possa confiar razoavelmente, no que se refere à preservação das informações confidenciais do cliente.

· Instrua e exija que a provedora mantenha a confidencialidade das informações do cliente.

CAROLINA DO NORTE · Examine os termos e as políticas e, se necessário, renegocie, para se certificar de que sejam consistentes com suas obrigações éticas.

· Avalie as medidas de segurança da provedora e sua estratégia de back-up.

· Assegure-se de que os dados poderão ser recuperados se a provedora interromper suas atividades ou se os advogados quiserem cancelar o serviço.

OREGON · Assegure-se que o acordo de serviço exija que o vendedor preserve a confidencialidade e a segurança.

· Exija o envio de uma notificação no caso de os dados serem acessados por uma parte não autorizada.

· Certifique-se de que o serviço de back-up seja adequado.

· Reavalie passos preventivos periodicamente, à luz dos avanços da tecnologia.

PENSILVÂNIA · Tome medidas razoáveis para se certificar de que todo material armazenado na nuvem permaneça confidencial.

· Empregue salvaguardas razoáveis para proteger os dados contra vazamentos, perdas de dados e outros riscos.

· Conheça todas as propostas de possíveis salvaguardas.

VERMONT · Tome precauções razoáveis para assegurar que os dados do cliente permaneçam seguros e acessíveis.

· Considere se certos tipos de dados (como, por exemplo, testamentos) devam ser guardados no formato original em papel.

· Discuta a adequabilidade do armazenamento em nuvem com o cliente, se os dados forem especialmente sensíveis (por exemplo, segredos comerciais).

Fonte: http://www.conjur.com.br/2014-abr-04/advogados-americanos-discutem-implicacoes-eticas-computacao-nuvem

 

Observando estas mudanças propostas e o debate em si, percebemos que por lá os pensamentos são muito focados em segurança, em replicar a informação – mesmo em meios não eletrônicos – para que a segurança seja preservada.

#Ficaadica por aqui…

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abr 072014
 

Serviço de utilidade pública bem prático, como o trabalho que desenvolvo.

A OAB/RJ preparou um manual prático para preparar o seu computador para o processo eletrônico.

Aproveite as dicas do manual, são atualizadas e muito úteis!

Acesse: http://fiquedigital.oabrj.org.br/upload/files/Peticionamento/preparar_comp_pet.pdf

Em caso de não abrir, baixe o arquivo aqui.

Sucesso!!!

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abr 042014
 

Diz o ditado que a tentativa e o erro podem nos levar a perfeição ou ao acerto.

Para tanto, divido dois conceitos, um sobre o erro e outro sobre a inovação.

Sobre o erro, com Carl Sagan:

 

Os Mesmos Erros

Mesmo um exame superficial da história revela que nós, seres humanos, temos uma triste tendência para cometer os mesmos erros repetidas vezes. Temos medo dos desconhecidos ou de qualquer pessoa que seja um pouco diferente de nós. Quando ficamos assustados, começamos a ser agressivos para as pessoas que nos rodeiam. Temos botões de fácil acesso que, quando carregamos neles, libertam emoções poderosas. Podemos ser manipulados até extremos de insensatez por políticos espertos. Dêem-nos o tipo de chefe certo e, tal como o mais sugestionável paciente do terapeuta pela hipnose, faremos de bom grado quase tudo o que ele quer – mesmo coisas que sabemos serem erradas.

Carl Sagan, in “O Mundo Infestado de Demónios”

 

Temos vivido um estado de estagnação. As pessoas sabem que está errado, mas aceitam. Sabem que não presta, mas assistem. Há uma falência do pensar.

 

 

E neste sentido, ser diferente representa ser reacionário, contraditório, peixe fora d’agua.

Entretanto, convido você a pensar. Convido você e a ser diferente.

Nas palavras de Agostinho da Silva:

Ser Diferente

A única salvação do que é diferente é ser diferente até o fim, com todo o valor, todo o vigor e toda a rija impassibilidade; tomar as atitudes que ninguém toma e usar os meios de que ninguém usa; não ceder a pressões, nem aos afagos, nem às ternuras, nem aos rancores; ser ele; não quebrar as leis eternas, as não-escritas, ante a lei passageira ou os caprichos do momento; no fim de todas as batalhas — batalhas para os outros, não para ele, que as percebe — há-de provocar o respeito e dominar as lembranças; teve a coragem de ser cão entre as ovelhas; nunca baliu; e elas um dia hão-de reconhecer que foi ele o mais forte e as soube em qualquer tempo defender dos ataques dos lobos.

Agostinho da Silva, in ‘Diário de Alcestes’

 

Ser diferente não por moda, nem modismo, nem mesmo por cultura.

Ser diferente porque se acredita diferente, pensa diferente, age diferente.

Ser diferente porque quer o mundo diferente e principalmente porque você também quer fazer a diferença.

Enfim,

Errar sim, deixar de inovar não.

Aprender sempre, ser diferente, igualmente.

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abr 032014
 

Tudo que vem da tecnologia ajuda, não é mesmo?

Errado.

A tecnologia pode ser útil sim, mas depende muito mais do ser do que do ter.

Como assim?

Nas empresas, o uso de tecnologia é obrigatório, quase um mal necessário. São sistemas, processos internos, emails, protocolos, prazos, enfim, uma infinidade de tecnologia usada todos os dias para garantir o sucesso e competitividade.

Até aí, tudo bem.

Mas, quando esta tecnologia começa a impactar no ser humano, começamos a ter problemas.

Você já parou para pensar no que acontece quando falha a internet? E se você tivesse que conviver e trabalhar sem as ferramentas de tecnologia que usa no dia a dia?

Como seria?

 

 

Um caos? Uma maravilha?

Uma interessante reflexão do ensaista português Vergílio Ferreira:

O Espaço Que a Tecnologia Expulsa

A tecnologia que inunda o mundo de hoje, e a ciência que a serviu, não o invadem apenas na parte exterior do homem mas ainda os seus domínios interiores. Assim o que daí foi expulso não deixou apenas o vazio do que o preenchia, mas substituiu-o pelo que marcasse a sua presença. O mais assinalável dessa presença é por exemplo um computador. Mas será a obra transaccionável por um parafuso?

Vergílio Ferreira, in ‘Escrever’

 

Em bom português brasileiro: A tecnologia sem a ideologia, sem o como usar, sem o pensar, sem a gestão é cega, nula, burra.

Se você pensa que ao comprar a tecnologia a solução está dada, ledo engano.

A solução/resposta/sucesso está na forma de pensar a tecnologia, na inteligência da sua aplicabilidade e não apenas da sua aplicação.

#Pensenisso

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abr 022014
 

Quem nunca passou por adversidade, não é mesmo?

Pessoais, temos vários exemplos. Profissionais, igualmente.

Diz-se que mar calmo não forma bons marinheiros, então, é na adversidade que forjamos bons profissionais.

Em uma época, onde gerações inteiras de profissionais pensam que a adversidade é um problema e não uma solução, divido dois textos para reflexão.

O primeiro de Plutarco, filósofo:

Saber Contornar As Vicissitudes

Quando estamos febris, tudo quanto provamos nos parece amargo e desagradável, mas, ao vermos outrem saborear as mesmas iguarias sem fazer cara feia, não mais culpamos a comida ou a bebida: culpamo-nos a nós mesmos e ao nosso destempero. De modo similar, desistimos de incriminar as circunstâncias e de com elas nos preocupar quando vemos outrem aceitando as mesmas circunstâncias plácida e alegremente. Quando as coisas não correm na medida dos nossos desejos, muito contribuirá para o nosso contentamento pensarmos nas coisas agradáveis e encantadoras que nos pertencem; na mistura, o melhor eclipsa o pior. Quando os nossos olhos são ofuscados pela claridade excessiva, nós acalmamo-los olhando para a verde relva e para as flores; todavia, mantemos a mente absorta com o que é penoso e forçamo-la a remoer sem trégua os vexames, desviando-a violentamente de pensamentos mais reconfortantes.

Plutarco, in “Do Contentamento”

 

Como o ser humano gosta de um problema… Prefere ver a dor do que a felicidade. Prefere saborear a perda com gosto amargo do que perceber a oportunidade de uma futura vitória em aprender com seus erros.

 

 

E, o filósofo Agostinho da Silva igualmente corrobora:

 

Os Grandes Forjam-se na Adversidade

Todo o ambiente é favorável ao forte; de um modo ou de outro ele o ajuda a cumprir a missão que se impôs e a conseguir ir porventura mais além das barreiras marcadas. A derrota deve mais atribuir-se à invalidez do impulso interior do que aos obstáculos que lhe ponham diante, mais à alma incapaz de se bater com vigor e tenazmente do que às resistências, às invejas e às dificuldades que o mundo possa levantar perante Hércules que luta.
O mal que se vê é aguilhão para o bem que se deseja; e quanto mais duro, quanto mais agressivo, se bate em peito de aço, tanto mais valioso auxiliar num caminho de progresso; o querer se apura, a visão do futuro nos surge mais intensa a cada golpe novo; o contentamente e a mansa quietude são estufa para homens; por aí se habituaram a ser escravos de outros homens, ou da cega Natureza; e eu quero a terra povoada de rijos corações que seguem os calmos pensamentos e a mais nada se curvam.

Mais custa quebrar rochar do que escavar a terra; mais sólido, porém, o edifício que nela se firmou. A grandeza da obra é quase sempre devida à dificuldade que se encontra nos meios a empregar, à indiferença que cerra os ouvidos do povo, e aos mil braços que logo se levantam para deter o arquitecto. Se cai em batalha, pobre dele, podemos lamentá-lo; não o chamara o Senhor para as grandes empresas; mas se pelo menos a voz se lhe erguer clara, firme, heróica no meio do turbilhão, não foram inúteis as dores e os esforços: algum dia um novo mundo se erguerá das brumas e o terá como profeta.
Quem ia a perturbar ficará perturbado, quem ia a matar ficará morto. Não é com os mesquinhos artifícios, nem com o desprezo, nem com a mentira, nem pelo cansaço, nem pela opressão, nem pela miséria que se vencem os que pensaram num futuro e, amorosamente, com cuidados de artista, continuamente, com firmeza de atleta, o vão erguendo pedra a pedra. É necessário que se resista enquanto houver um fôlego de vida, mas que essa resistência seja sobretudo o contacto com a realidade da força criadora; é esta que afinal tudo leva de vencida e reduz oposições a pó inútil e ligeiro.

Agostinho da Silva, in ‘Textos e Ensaios Filosóficos’

 

E o que temos feito com a adversidade da vida?

Do limão, uma limonada? Uma caipirinha?

Mais do que apenas ver com olhos bons o que está acontecendo, temos que tirar lições de aprendizado e buscar nos erros o sucesso.

Por exemplo, chegou na audiência e o preposto não foi. E agora?

Se está preparado, terás o telefone do preposto, ou da empresa, ou ainda do escritório para ligar e tentar em cinco minutos resolver tudo.

Agora, se você mesmo chega atrasado e sem nenhum dado, a adversidade será um problema da vida ou um problema aprofundado/criado por você mesmo?

Somos resultado de nossas escolhas, jamais esqueça disto.

Podemos ter problemas, dificuldades, adversidade de outras situações na nossa situação, contudo, elas serão fruto de aprendizado se soubermos com elas aprender.

Adversidade, sim. Ficar parado, nunca. Deixar de aprender, jamais.

#Ficaadica

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abr 012014
 

Hoje divido com vocês um texto que foi escrito por Francis Bacon em 1597.

Em 1597 já tínhamos regras para negócios.

Vejamos:

Regras Essenciais para os Negócios

Mais vale em geral negociar oralmente do que por cartas, e por mediação, de terceiro do que pessoalmente. As cartas são melhores quando se deseja provocar resposta escrita, ou quando podem servir para justificação de um procedimento a tomar depois de escrita a carta. Tratar o assunto pessoalmente é bom, quando a presença impõe respeito, como acontece geralmente perante inferiores. Na escolha dos intermediários, é melhor optar por pessoas francas, que farão aquilo de que foram encarregadas, e que transmitirão fielmente o resultado, do que escolher pessoas hábeis em tirar proveito dos negócios alheios, e que podem alterar a verdade dos factos, apenas para vos dar satisfação. É melhor sondar a pessoa com a qual se trata um negócio, antes de entrar abruptamente no assunto, excepto quando se pretende surpreendê-la com alguma questão especiosa.

 

É melhor tratar com pessoas que ainda têm apetite do que com aquelas que já o perderam. Se se trata com alguém sob condições, o essencial, é o primeiro acto, porque tudo não se pode razoavelmente pedir, excepto se a natureza da coisa for tal que se possa levar avante; ou tal que uma parte possa persuadir a outra que precisará dela em futuro negócio; ou ainda para convencer a ser a mais honesta de todas.
A prática está em descobrir, ou em fazer descobrir, na confidência, na paixão, no improviso, e na necessidade, quando é que o homem tem alguma coisa a fazer, e não pode encontrar para isso razoável pretexto. Se quereis conduzir alguém, deveis conhecer a sua natureza e os seus hábitos, e levá-lo por aí; ou os seus fins, e conduzi-los para eles ou então as suas fraquezas e as suas desvantagens, e dominá-los com elas, ou então as pessoas que se interessam por ele, e governá-lo por elas. Ao tratar com pessoas astuciosas, devemos considerar sempre os seus fins para por eles interpretar os seus ditos, e é bom dizer-lhe poucas coisas, e destas as que eles menos esperam.

Francis Bacon, in ‘Ensaios – Das Negociações’

Fonte: http://www.citador.pt/textos/regras-essenciais-para-os-negocios-francis-bacon

 

Ao analisarmos o texto escrito há vários séculos atrás, pouco mudou, não é mesmo?

Ao invés de carta, email.

Ao invés de descobrir por confidência, paixão ou improviso, temos facebook, internet e detetives.

Ao invés de carta, trato direto.

Ao invés de ir direto ao ponto, com todas as cartas, observação.

Temos muito a aprender com a história, pois desde que nascemos, negociamos.

Negociamos com nossos pais, professores, amigos. Depois com namoradas, mulheres e filhos. Negociamos por produtos e serviços.

Negociamos tudo. E quando aprendemos que devemos negociar na vida, aprendemos que podemos ser e ter mais do que temos.

Aprenda as regras do texto, aprenda que a tecnologia não substitui o olho no olho, aprenda a valorizar o tempo das pessoas e o seu tempo.

Aprenda. Negocie. Viva.

O sucesso chega a quem está preparado, lembre-se disto.

#Ficaadica

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mar 312014
 

Hoje é o dia da mentira. Mentira, o dia é amanhã, 1 de Abril!

Hoje o post será breve – mentira, será longo – sei lá, veja por si mesmo…

E para comemorarmos (!?) este dia, transcrevo uma prosa que escrevi em 2012 e penso estar atualizadíssima ao momento atual:

Prosa da mentira travestida de verdade

Ontem foi o dia da mentira, ou seria o dia da verdade travestida de mentira ou de verdade que ainda não foi desmascarada, ou ainda, uma verdade que deixou de acontecer e virou uma mentira?

Verdade, algo absoluto, hígido, sem igual. Parece imutável, parece que é algo sempre bom, um adjetivo do bem, algo que sempre queremos por perto, não é neném?

Um dia que comemoramos(?!) a mentira, parece um dia sem sentido, um dia sem rima, um dia em que a poesia de verdade vira poeira e a rima quer encontrar outro caminho, mas continua sendo um domingo, então hoje, segunda, a rima volta e anuncia: Parabéns aqueles que dizem a verdade, pois a verdade, quando dita na forma de mentira, apenas rima, não anima, nem mesmo agrada, muito menos ainda é salutar a quem dela se utiliza.

Ah! a verdade… Parece mentira, mas a verdade é algo essencial. Mentir igualmente é fundamental. Qual das duas frases é verdade ou mentira? Não sei, decida você, a rima e a vida são suas, as escolhas também, e aguente as consequencias neném…

 

As pessoas parecem que escolhem a mentira como sendo um adjetivo de verdade, querem que a mentira seja verdade, mas mentira é mentira, verdade é verdade e você, bem, deixa pra lá… Verdade ou mentira, você que escolheu, então suporte os encargos de suas escolhas e seja livre de verdade ou escolha o que os outros escolheram e seja livre de mentira, a decisão é sua meu bem…

Falar mentiras e querer delas extrair verdades é absurdo, tanto quanto dizer verdades querendo que sejam compreendidas como mentiras, afinal, verdade é verdade, mentira é mentira e o que você diz, é o que você diz, não é mesmo?

No final das contas, o que é mentira e o que é verdade?

No que você acredita?

No que você diz e prega no seu dia a dia?

As duas últimas perguntas, se bem respondidas,  respondem a primeira com toda certeza.

Você é fruto das suas escolhas. Você é fruto daquilo que diz e prega. Então, se a verdade faz parte do seu dia a dia, você é fruto dela. Se não, é fruto daquela.

Compartilho com vocês minha primeira postagem no dia da mentira ou da verdade travestida de mentira, postado no Facebook neste domingo, dia 01 de Abril de madrugada, perto das 1h30m:

Dia da mentira? Ah! Fala sério! Verdade? Não? Mentira? Não? Como assim???
Deixa pra lá… Ninguém ia acreditar mesmo…

Ora, a verdade naquela madrugada para mim era a mentira travestida de verdade e noutro angulo, a verdade travestida de mentira, pois mentir é absolutamente ruim, assim como dizer a verdade dói. Depende de nossas escolhas: Queremos a dor da verdade em nossas vidas ou a suavidade da mentira naquilo que fazemos?

Você decide. A vida é sua, a escolha também, as consequencias mais ainda e o plantio pode ser opcional, mas a colheita é sempre obrigatória.

Sendo assim, mentira ou verdade, quem é travestida de quem? Quem é absoluta pra quem? O que você quer com cada uma neném?

Não sei, não sei… Só sei que nada sei, só sei que aprendo todos os dias, dizem que a verdade está na morte, outros dizem que na vida, então, faço minha escolha agora, que vale apenas para mim, outrora:

Escolho ser feliz nesta vida com as verdades que digo, aceitando as mentiras que escuto e aquelas que são verdades travestidas que conto, pois sendo feliz nesta vida com minhas escolhas que julgo serem acertadas, serei feliz noutra, seja ela morte, reencarnação ou vida eterna; Seja como for, serei eu e minhas escolhas, ponto final.

Esta é a minha verdade (ou seria mentira travestida de verdade?). E a sua? Diga lá neném… A vida não espera por ninguém, seja você mesmo hoje, agora, now! Seja mentira ou verdade, seja pelo menos você, de verdade.

 

E para você, qual é a sua verdade?

Eu havia dito que o post era longo… Quer dizer, era curto, mas como falamos de mentiras, deixa assim mesmo…

E divido mais um artigo de minha autoria (isto sim é verdade!) para reflexão nesta data em que tudo pode ser mais uma mentira ou uma verdade de verdade:

 

Já disse o poeta Mário Quintana que a mentira é uma verdade que esqueceu de acontecer.

Ou como afirmou Millor Fernandes: Jamais diga uma mentira que não puder provar.

Ou ainda como cantou Renato Russo: Mentir para si mesmo é sempre a pior mentira.

Friedich Nietzsche assim explicou a mentira: “a verdade e a mentira são construções que decorrem da vida no rebanho e da linguagem que lhe corresponde. O homem do rebanho chama de verdade aquilo que o conserva no rebanho e chama de mentira aquilo que o ameaça ou exclui do rebanho. (…)Portanto, em primeiro lugar, a verdade é a verdade do rebanho”.

Parece relativamente simples saber a diferença entre verdade e mentira, não é mesmo?

Vamos então pensar em conjunto: Abaixo algumas mentiras ou verdades para analisarmos:

1. Só advogado tem prazo neste país.

2. Mesmo com um proveito economico de milhares de reais, para quem contrata, o elaborar o contrato é apenas um contrato, ou seja, palavras no papel;

3. Mesmo sabedor que o advogado leva anos até o julgar final de uma causa e que seus honorários de sucumbência são tão ou igualmente importantes para o seu sustento, juízes insistem em compensar ou aviltar honorários (inclusive os oriundos da própria advocacia);

4. Em novelas, seriados, e midia em geral, a advocacia é sempre um entrave, um problema, quando não é corrupta e de conquistas por meios ilícitos ou ainda um personagem babaca, insosso;

5. Terno, gravata para o advogado. Roupas de estilo ou ternos para advogadas. E mesmo assim, mantendo postura e tendo que ter uma conduta ilibada sob pena de ser julgado pela sociedade, cliente/amigo ou parente acha ruim chegar no escritório sem marcar hora e não poder ser atendido em cinco minutos (sem pagar consulta, lógico);

São cinco exemplos de mentira, certo? Ou seriam de verdade?

Acredito que sejam mentiras, pois se tudo isto acontecesse de verdade teríamos a realidade que falta união, apoio e principalmente liderança da classe dos advogados para defender seus direitos.

Duro perceber que as verdades do dia a dia parecem mentiras para outras pessoas, quando anailsamos suas atitudes, não é mesmo?

Então, afinal, o que é mentira?

Talvez uma verdade que deixou de acontecer, talvez uma verdade que está travestida de outra para ser uma terceira que não é a primeira mais…

Não sei definir a mentira. Posso definir o que acredito e nem sempre isto será verdade para outras pessoas, sendo apenas para mim uma verdade, que obviamente não será absoluta, pois me encontro em constante evolução.

Como definir então?

Deixo a reflexão, com um verso de Mário Quintana, finalizando a quimera e verbalizando a poesia, de outrora, com rima:

Do bem e do mal
(Mário Quintana)
Todos tem seu encanto: os santos e os corruptos.
Não há coisa na vida inteiramente má.
Tu dizes que a verdade produz frutos…
Já viste as flores que a mentira dá?

Mentira ou verdade? O que importa é a realidade. Realidade? Aquilo que acontece e como você vê, isto é o cerne para você.

 

Enfim, agora sim o fim e não o meio, finalizo este artigo com todo meu conhecimento e profundidade: Mentira! Apenas direi a verdade: Agora sim o artigo terminou, de verdade.

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mar 272014
 

Departamento jurídico, quatro horas da tarde.

O dia corre como nunca, diretor estressado, reuniões a mil, advogados e assistentes quase loucos com tanto trabalho… E o sistema para. Simplesmente, para.

Liga pra TI. Liga pro suporte. Nada.

Depois de muitas ligações, esperas e desespero geral, vem a notícia: O sistema do jurídico entrou em conflito com o outro ERP da empresa, então tivemos que parar o jurídico, senão parava toda a empresa.

Situação tragicômica, se não pudesse acontecer em inúmeras empresas pelo país.

Contrata-se software como se contrata serviço de água, basta olhar se tem água e está bom.

Sempre afirmo e repito: A solução está na gestão. Sistemas e computadores somente fazem o que a inteligência humana diz para ser feito.

 

Sem gestão na implantação e nos processos internos o que temos é uma tecnologia cega.

Por óbvio, cada empresa tem situações únicas a serem analisadas, mas pelo menos 4 dicas podemos observar no momento de aquisição da tecnologia:

 

1. Alcance: deve ser capaz de lidar com várias tecnologias. A maioria dos aplicativos modernos contém vários idiomas e sistemas que são ligados entre si de forma complexa.

2. Profundidade: deve ser capaz de gerar mapas completos e detalhados da arquitetura do aplicativo, do Graphical User Interface (GUI), da ferramenta de captura, do processamento e da análise de imagem, do banco de dados. Sem essa detalhada arquitetura, seria impossível obter contextualização da aplicação.

3. Tornar o conhecimento de engenharia de software explícito:deve ser capaz de verificar a aplicação inteira contra centenas de padrões de implementação que codificam as melhores práticas de engenharia.

4. Métricas acionáveis: as métricas de qualidade não devem apenas informar, mas também orientar sobre como realizar a melhoria da qualidade do software, mostrando o que fazer primeiro, como fazê-lo, próximos passos etc.

Fonte: http://cio.com.br/tecnologia/2014/03/17/quatro-criterios-para-medir-a-qualidade-do-software/

 

Parece somente técnico, não é mesmo?

Vamos analisar no foco da gestão:

1. Alcance: O sistema deve conversar, deve se comunicar com outros sistemas da empresa, senão o retrabalho, erros por lançamento e diversas outras possibilidades podem ocorrer.

2. Profundidade: O sistema deve saber medir a ele mesmo, demonstrando a TI e consequentemente ao jurídico, se ele ocupa muito do servidor, se o banco de dados está estruturado para o crescimento, etc.

3. Tornar o conhecimento de engenharia de software explícito: A TI deve dar suporte do sistema, conhecer o software, para que nem tudo dependa do fornecedor, a exemplo de criar um usuário, por exemplo.

4. Métricas acionáveis: O sistema não pode ter apenas as métricas do próprio sistema. Ele deve ter indicadores e métricas da gestão interna, para espelhar e fornecer dados e informações adequadas a tomada de decisão.

Enfim,

Diante desta realidade, como anda o seu sistema?

E melhor ainda: Como anda a sua gestão?

É somente através dela que a mudança pode acontecer.

#PenseNisto

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mar 262014
 

Iniciamos com um vídeo:

Marketing Jurídico

(se não abrir, baixe aqui: http://www.gestao.adv.br/MktJuridico.mp4)

Depois deste vídeo, tiramos algumas conclusões, não é mesmo?

+ Uma kombi não é um bom lugar para publicidade;

+ Música tem que ser adequada ao contexto;

+ Vender o seu trabalho na feira não se traduz em resultados práticos;

+ Precisamos mais do que descontos e parcelamento em 18 vezes para termos trabalho;

Enfim,

Marketing não é propaganda, nem mesmo propaganda de mau gosto.

 

Marketing é estratégia, é definição de produtos, é observar o mercado com olhar crítico e clínico, para um ataque cirúrgico e preciso a clientes e possíveis clientes.

Marketing passa por um bom cartão de visitas, por uma boa conversa em um networking, por eventos, por redes sociais, por inúmeras formas que não tem nada a ver com a propaganda.

Podemos mudar tudo no código de ética, podemos até revoga-lo, mas tenham certeza que o marketing é sempre mais eficiente que a propaganda.

Propaganda é o expositor de refrigerantes num supermercado. Marketing é colocar o refrigerante sempre no fundo do supermercado, fazendo o comprador passar por inúmeras coisas que ele pode lembrar antes de pegar o refrigerante ou a cerveja.

Marketing é raciocínio e estratégia.

Somente assim que se vence a batalha de cativar e manter clientes diariamente.

Raciocínio e estratégia.

#MãosaObra

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mar 252014
 

Antes de pensarmos em qualquer responsabilidade do empresário, devemos compreender o que é ser empresário no Brasil.

Segundo a lei, o código Civil assim preceitua:

LIVRO II
Do Direito de Empresa

TÍTULO I
Do Empresário

CAPÍTULO I
Da Caracterização e da Inscrição

Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.

Parágrafo único. Não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa.

Como bem podemos perceber, temos um livro, um título e um capítulo dedicado a ele.

Na ótica legal, temos como empresário aquele que tem lucro, para produzir bens ou serviços ou ainda prestar serviços.

Tal assertiva é a baseada em lei.

Em fato, vimos no Brasil uma tentativa enorme de empresários baseados em um empreendedorismo muitas vezes louco ou irreal, que faz com que inúmeras empresas não durem mais de 1 ano abertas.

O fato é que precisamos muito do empresário, precisamos muito do seu empreendedorismo, contudo, precisamos igualmente de planejamento, estrutura, gestão, tecnologia, apoio governamental e um mercado favorável.

Analisando alguns dos prismas que formam o empresário,  temos que o empreendedorismo é essencial.

Aquela coceira que dá na pessoa ao ver algo que poderia ser melhor. Aquela vontade de mudar o mundo com um serviço/produto novo. Aquele desejo de ter pessoas trabalhando pra ele e não apenas ele trabalhando para outros. Aquele desejo de ser parte de uma sociedade mais justa e fraterna, com apoio do seu trabalho.

E quando isto ocorre, a pessoa tem uma ideia, uma vontade, um desejo incontrolável de mudar a sua vida, junta um valor (muitas vezes pequeno, sem qualquer quantificação com a realidade), um PDV (programa de demissão voluntária) e abre o seu próprio negócio, se tornando um empresário.

O sonho de muitos brasileiros e que alguns tornam realidade.

Parece interessante ser dono do próprio negócio, não ter chefe, acordar a hora que bem entender, trabalhar quando quer… Parece que é um sonho mesmo.

Contudo, a realidade é bem diferente.

 

O empresário trabalha muito mais que qualquer funcionário. O empresário quase nunca tem finais de semana e não tem a menor ideia do que é hora extra. O empresário tem para si a responsabilidade de tudo na empresa e não apenas dos salários no final do mês.

Acha estranho? Nada parecido com o sonho, não é mesmo?

Para compreendermos a responsabilidade do empresário perante a sociedade temos que compreender suas responsabilidades em primeiro lugar e depois o seu papel social.

As responsabilidades do empresário não são poucas. Está no empresário as tarefas que envolvem a manutenção do negócio, tais como pagar impostos, funcionários, pensar em férias, 13 salário, horas extras, produtividade, controlar pessoas, entre outras. Além disto, deve estar atrelado as novidades do mercado, como melhorar o seu produto/serviço, compreender e lidar com todos os tipos de pessoas (funcionários, clientes, fornecedores) e assim vai.

E alguns ainda dizem que ser empresário é moleza. Moleza é fazer apenas o seu trabalho e ter todo final de mês o salario na conta. Isto sim é fácil.

E quando o empresário consegue equilibrar estas contas loucas de pessoas, mercado, dinheiro e sucesso, inicia mais um tipo de responsabilidade em suas costas: A social.

Atualmente, a legislação tem se moldado a cobrar do empresário como sua responsabilidade as questões sociais.

Temos visto amplamente este fato quando uma empresa, ao ver o prejuízo, decide demitir 100 ou 1000 funcionários, o Ministério Público do Trabalho ou o próprio Estado através de governadores ou prefeitos intervém dentro da empresa tentando minimizar as demissões ou fazer com que sejam feitas de forma agendada e não abrupta.

Para muitos uma intervenção desnecessária, para outros um aplauso ao Estado e seu poder controlador.

Um interessante pensamento do economista Adrian Rogers escrito em 1931:

É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os  ricos  pela  prosperidade.  Para  cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo  que  não tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia  de  que  não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la,  e  quando  esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, assim chegamos ao começo do fim de uma nação.

É impossível  multiplicar riqueza dividindo-a.”

Quase um século depois ainda não aprendemos que temos que parar de punir quem realmente produz e começar a pensar em como podemos auxiliar a produzirmos mais e mais.

Não será através de quem não trabalha que evoluiremos socialmente. Será através do empresário e do seu suor, aliado ao de quem trabalha, que o país irá se desenvolver.

E diante desta premissa, temos que ter leis que coíbam as atrocidades ou aberrações, mas que interfiram minimamente nos negócios. Toda vez que o Estado mete sua colher no pirão, alguém ficará com fome.

Sei que muitos defenderão um Estado mais atuante e forte em relação aos negócios, contudo, os exemplos que temos são negativos neste sentido.

No Brasil, o Estado cobra bem, ganha muito em impostos de todos os tipos possíveis, tem leis severas para os empresários e nulas para os governantes e mesmo assim, não devolve nem 1% de volta aos cidadãos o que arrecada. Se um empresário não recolher adequadamente o Fundo de Garantia, por exemplo, além do processo de cobrança, com multas pesadas, pode até ser preso. Enquanto isto, um governante descaradamente que pega o valor dos impostos para uso próprio, caviar, lagostas e mansões, circula livremente, afinal, a lei é feita para quem trabalha.

Ao meu ver, ser empresário no Brasil é ser mágico: Com pouco fazer muito e conseguir resultados eficientes com uma carga tributária e de funcionários absurda, diante do retorno que temos socialmente. E não me venham com estudos comparativos, uma vez que em outros países se paga altos impostos, mas se tem retorno do Estado, algo que no Brasil é ineficiente.

Qual a responsabilidade do empresário perante a sociedade?

Enorme. Gigante.

E da sociedade perante o empresário?

Deveria ser na mesma ordem. Afinal, quem movimenta a economia com empreendedorismo e ideias/negócios/modelos novos é o empresário e dele é que toda a sociedade se beneficia.

#Ficaareflexão

Este artigo faz parte de um ebook completo intitulado: MANUAL DE ORGANIZAÇÃO, GESTÃO E ADMINISTRAÇÃO, com foco especial em empresas de Comunicação Visual e Gráficas. Baixe o ebook completo aqui: http://portaldacvb.com.br/1a-parte-do-manual-completo-pronto-para-download/

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mar 242014
 

“Eu não vejo muito futuro (depois de 2020) para a maioria das pequenas empresas ….”
- Richard Susskind

O autor do bestseller Advogados de amanhã afirma que teremos muito poucos escritórios jurídicos em 2020 de pequeno porte, devido a três principais fatores:

1. Clientes que exigem mais trabalho por menos dinheiro;

2. Liberalização da profissão ou trabalhos feitos por não advogados;

3. Tecnologia;

Em relação a clientes, a realidade afirmada por Susskind é verdadeira inclusive no Brasil: Temos visto cada vez mais clientes exigindo dos advogados mais trabalho por menos dinheiro.

Em razão de diversos fatores, inclusive por ser uma classe desunida, profissionais – em sua maioria mais jovens na carreira – aceitam trabalhos por valores menores, muitas vezes que não cobrem nem mesmo seus custos, e acabam transformando todo mercado numa vala comum.

Todos reclamam que querem ganhar mais, serem valorizados, etc, contudo, não se valorizam. Um erro elementar, mas real.

Apesar de no Brasil termos esculpidos na Constituição Federal no seu artigo 133 que a advocacia é imprescindível para a administração da justiça, temos cada vez mais trabalhos feitos por não advogados que resolvem os problemas dos clientes. Vejamos os contadores, que muitas vezes orientam sobre impostos, até mesmo sobre demandas judiciais, sem terem o conhecimento jurídico específico, mas para clientes ávidos em preços e apenas preços, uma resposta de alguém de confiança é mais do que suficiente.

A advocacia deve estar cada vez mais moldada em três pilares: estratégia, negociação e conhecimento.

Ser estratégico é obter o melhor para o cliente, independente de processo judicial. Ter um bom campo de negociação é basilar para que o advogado possa sobreviver no mercado. O conhecimento cada vez deve ser mais multidisciplinar e não apenas voltado ao conhecimento jurídico.

E a tecnologia, mais do que nunca, está presente na vida do advogado, seja através do processo eletrônico, seja através da gestão, que demonstra com clareza a necessidade de usar ferramentas eletrônicas para controle, gerenciamento e total eficácia dos processos internos desenhados.

A advocacia vive uma revolução, sem sombra de dúvidas.

Se Susskind está certo sobre escritórios pequenos, ainda veremos, contudo, a visão dele tem muita coerência com o que estamos vendo hoje.

Para se firmarem, os pequenos devem seguir três regras basilares:

1. Especialização;

2. Diferenciação;

3. Tornar-se competitivo;

Afirmo que ao estabelecer áreas de atuação mais específicas, ou como diferenciação transformar as áreas ditas como comuns, com foco em resolver problemas e não apenas distribuir processos; Isto, aliado a processos internos inteligentes e com uso de tecnologia naquilo que for viável, para que o trabalho humano seja cada vez mais pensante e menos burocrático, irá fazer com que o mercado continue sendo viável a escritórios pequenos ou grandes.

Estas minhas regras valem para hoje, já quanto a prever o amanhã, quem sabe? Ao invés de prever u futuro daqui a cinco anos, prefiro fazer um futuro de um ano ou dois pra frente mais viável a escritórios de qualquer porte.

Sou mais Peter Drucker em relação ao futuro: A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo.

E você, o que pensa a respeito?

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mar 212014
 

Diz a lenda sobre a espada de Dâmocles:

Dâmocles é uma figura participante de uma história moral que faz parte da cultura grega clássica. A personagem pertence mais propriamente a um mito que figurou na história perdida da Sicília, escrita por Timaeus de Tauromenium entre 356 a 260 anos antes de Cristo. Cícero pode tê-la lido no Diodorus Siculus  e fez uso dela em suas Tusculan Disputations V.61 – 62.

Conta-se pois que Dâmocles, era um cortesão bastante bajulador na corte de Dionísio I de Siracusa – um tirano do século 4 A.C, na Sicília. Ele dizia que, como um grande homem de poder e autoridade, Dionísio era verdadeiramente afortunado. Então,  Dionísio ofereceu-se para trocar de lugar com ele apenas por um dia, para que ele também pudesse sentir o gosto de toda esta sorte.

Assim, à noite, um banquete foi realizado onde Dâmocles adorou ser servido como um rei e não se deu conta do que se passava por cima de si. Somente no fim da refeição ele olhou para cima e viu uma espada afiada suspensa por um único fio de rabo de cavalo, directamente sobre a sua cabeça. Imediatamente perdeu o interesse pela excelente comida e pelas belas mulheres ou eunucos que o rodeavam e abdicou de seu lugar dizendo que não queria mais ser tão afortunado.

A espada de Dâmocles é assim uma alusão, frequentemente usada, para representar a insegurança daqueles com grande poder que podem perdê-lo de repente devido a qualquer contingência ou sentimento de danação iminente.

http://pt.wikipedia.org/wiki/D%C3%A2mocles

O que diz a realidade sobre esta lenda?

 

Devemos estar cônscios que para chegar ao poder, temos que aceitar suas benesses e espadas.

Como assim?

Muitos olham pessoas bem sucedidas e pensam que estas trabalham pouco e ganham muito, que estas tem uma vida de luxo e prazeres e que tudo somente dá certo para estas pessoas.

Esquecem estes da espada, pois quem quer chegar alto na vida terá que trabalhar muito, muito mais que as 8 ou 10 horas que a maioria trabalha, terá que sacrificar finais de semana, enquanto a maioria se diverte ou descansa.

Falar do sucesso sem ter trabalhado por ele é irreal.

Quem apenas inveja o sucesso alheio desconhece as mazelas de qualquer um dos lados. Estar por baixo ou por cima tem seu lado bom e ruim, então, cada um tem a sua espada.

Se estamos caminhando, devemos aproveitar a caminhada e extrair dela o que tem de bom. Se chegamos a algum lugar e nos consideramos afortunados por isto, temos que observar também a espada que está sobre nossa cabeça, afinal, sucesso, fama, dinheiro, tudo isto perece.

Somente a nossa essência é permanente e esta, para se desenvolver, tem que estar em constante evolução.

Então, a espada assusta?

Claro que não. Ela é apenas uma lembrança de que as coisas conquistadas se vão e o que vale são as marcas que ganhamos em nossa existência.

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Article by Gustavo Rocha

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mar 202014
 

Ser estressado no ambiente corporativo é quase uma regra.

São pessoas mal humoradas, com frases sarcásticas ou de quarto sentido (duplo sentido faz tempo que se usa) e por aí vai.

Dentro das empresas, tais situações igualmente ocorrem e muitas vezes dependem de fatores externos, o que nem sempre melhorar o clima interno auxilia.

E quais são as causas?

Inúmeras alguns dirão, outros que é culpa da direção ou gestores e outros ainda que a vida é uma m… mesmo…

Lembre-se que a responsabilidade de nos atingir por algo é sempre nossa. Tem dúvidas? Leia estes posts: https://gestaoadvbr.wordpress.com/tag/os-quatro-compromissos/

E para diminuir as possibilidades de estresse, divido um artigo da Exame.com:

 

1. Você não deu risada hoje.

Se você não se lembra da última vez que riu até chorar, é melhor repensar suas escolhas de vida – e assistir a esse vídeo. Uma boa gargalhada alivia o stress, estimula a circulação sanguínea, relaxa os músculos, melhora o sistema imunológico e alivia a dor.

2. Você não está indo à academia.

Em um estudo com ratos, aqueles que se exercitavam responderam a um banho gelado com um rápido acesso de ansiedade, seguido de calma.

Isso sugere que o cérebro fica mais bem preparado para lidar com o stress quando o corpo está fisicamente ativo. Fazer exercícios regularmente em vez de inventar desculpas pode ajudar você a reduzir seu stress. Além disso, sua aparência vai melhorar.

3. As músicas que você ouve não estão ajudando.

Diversos estudos já mostraram os benefícios relaxantes da música, mas cada um tem seu gosto. Sua professora de piano pode relaxar ao som de Debussy, mas talvez você prefira algo mais nostálgico como os Cranberries. Descubra qual é o seu som.

4. Você deixou aquela pia de louça suja para amanhã.

Pense em seus hábitos de limpeza.

Seu quarto parece um cenário de guerra? Você costuma achar bananas estragadas no meio de um monte de papéis inúteis em cima da sua geladeira? O fundo da sua bolsa ou mochila é um cemitério de canetas quebradas?

Manter suas coisas organizadas pode não ser a cura de toda a ansiedade, mas há evidências de que isso ajuda a aliviar o stress.

5. Sua vida sexual está deixando a desejar.

Se algo anda lhe preocupando, talvez você não tenha dado muita atenção a esse item, mas deveria! Sexo é a maior fonte de alívio de tensões que você vai encontrar nessa lista. Além de contar como exercício físico, ele pode ajudar você a relaxar.

Pesquisadores da Universidade de Princeton descobriram em um estudo que ratos que copulavam diariamente apresentavam níveis menores de hormônios do stress. Além disso, já se sabe há muito tempo que macacos bonobos usam o sexo como uma ferramenta para gerenciar o stress.

6. Sua respiração precisa melhorar.

A respiração acelerada é uma resposta natural ao stress, mas se você não está diante de um predador voraz, ela se torna sua inimiga.

Descubra um exercício respiratório que funcione para você e lembre-se dele da próxima vez que começar a se preocupar com algo.

7. Você está tentando lutar contra seus fatores de stress.

O esforço é nobre, mas a verdade é que o mais racional a fazer é evitar o que estressa você, sempre que possível.

Não gosta de multidões? Pare de ir ao supermercado no sábado à tarde. De acordo com a Clínica Mayo, você também pode evitar pessoas específicas.

Talvez você já esteja fazendo isso com seus desafetos, mas agora não precisa sentir culpa ao fugir daquele colega de trabalho insuportável.

8. Você não diz nada de bom sobre si.

Reforçar constantemente sua autoconfiança (“tudo vai dar certo”, “não vou derrubar o bebê”) ajuda a reduzir a ansiedade. O cérebro é uma ferramenta poderosa: use-o.

9. Você está dormindo mal.

Se são 4h30 da manhã e você sabe que vai ter que se arrastar para fora da cama e ir para o trabalho em algumas horas, saia do Netflix. Não é hora de começar a assistir a uma série. Manter hábitos de sono regulares e saudáveis protege contra doenças cardíacas, alguns tipos de câncer e muitas outras doenças crônicas, além de melhorar sua percepção sobre sua vida e sobre si.

10. Você não consegue gerenciar seu tempo.

Se o número de tarefas que lhe aguardam em um dia comum é enlouquecedor, pense em quanto tempo você está dedicando a cada atividade.Planejar seu dia e estabelecer prioridades são coisas que podem ajudar nas suas decisões sobre o seu tempo, gerando uma sensação de maior controle sobre a vida.

Se a procrastinação na internet é seu ponto fraco, essa extensão para o Google Chrome pode monitorar quanto tempo você gasta em cada site.

11. Você está aceitando mais tarefas do que dá conta.

Não tem problema em dizer “não” de vez em quando para aliviar a carga de suasresponsabilidades individuais. Desculpe, você não pode levar seu primo ao aeroporto, porque você já tem um jantar programado há semanas. Sinto muito, você não pode fazer um bolo para a festa de fim de ano da empresa porque vai precisar de muito tempo para prepará-lo.

12. Você não desgruda do seu celular.

Pare com isso. Pare de olhar para a tela. Você vai ficar bem (volte ao item que fala sobre mantras pessoais). Pesquisas mostram que a pressão de estar disponível para responder e-mails, mensagens de texto, telefonemas e estar a par de tudo pode ser demais. Faça um esforço consciente e desligue seu celular e seu computador durante algumas horas do dia.

13. Você acabou de atingir um objetivo importante.

… Mas por algum motivo você ainda está surtando! Muita calma (de qualquer forma, esperamos que você esteja atingindo objetivos de vida diariamente). Estudos com estudantes universitários demonstraram que metas “compassivas” (que beneficiam outras pessoas além de você) geram maior redução da ansiedade pós-conquista do que as mais individualistas. Em outras palavras: seja uma pessoa melhor, pois isso vai fazer com que se sinta melhor também.

Fonte: http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/14-habitos-que-causam-stress-sem-que-voce-perceba

 

E como está seus estresse diante destas dicas?

#RelaxaeGoza já disse a ministra…

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mar 192014
 

Já sabemos que o processo eletrônico veio para ficar.

Já sabemos que no final do ano passado foi determinado pelo Conselho Nacional de Justiça como sendo o sistema PJe o único do país, aliás, uma vitória para a advocacia não por ser o PJe, mas sim por ser um sistema único.

E neste mês um novo embate se travou: Os outros sistemas de processo eletrônico, representados pela federação deles, que foram preteridos pelo CNJ, ingressaram com uma ação no STF para que o PJe não seja o único sistema do país.

Sinceramente? O sistema não é o mais importante. Todos, mais cedo ou mais tarde, com mais ou com menos recursos farão aproximadamente as mesmas coisas.

Agora, ter diversos sistemas como hoje estamos, isto sim é um problema.

Se vai ser o Pje, o E-SAJ, o Projudi ou outros, tanto faz. Desde que seja apenas um. Isto realmente impacta para a advocacia.

Vejamos a notícia:

 

O Processo Judicial eletrônico tem um novo desafeto. Dessa vez é a Federação Nacional de Empresas de Informática que questiona, no Supremo Tribunal Federal, a Resolução 185/2013 do Conselho Nacional de Justiça, que criou o PJ-e. A entidade argumenta que documento cria reserva de mercado e ofende fundamentos da livre iniciativa e da livre concorrência, garantidos pela Constituição. O artigo 44 da resolução veda “a criação, desenvolvimento, manutenção ou implantação de sistema ou módulo de processo judicial eletrônico diverso do PJ-e”.

A Fenainfo impetrou Mandado de Segurança 32.767 em que pede, liminarmente, a suspensão de dispositivos da norma do CNJ, que tornou obrigatória a adoção desse sistema pelos tribunais e órgão judiciários do país. No mérito, pede sua anulação. A entidade alega prejuízo às empresas de serviços técnicos de informática que, segundo ela, desenvolvem soluções de processo eletrônico para uma série de tribunais de Justiça dos estados e da Justiça Federal.

Além da reserva de mercado, a Fenainfo aponta que a resolução viola também o artigo 137 da Constituição, segundo o qual o Estado somente deve explorar atividade econômica de forma direta quando autorizado por lei, inexistente no caso. Alega, também, violação da Lei Federal 11.419/2006, que dispõe sobre a informatização do processo judicial e estabelece o direito de cada tribunal livremente contratar soluções de informatização do processo judicial que lhe parecerem mais vantajosas.

O documento também extrapolou a competência conferida ao CNJ pelo artigo 103-B da Constituição, diz a Fenainfo. A federação aponta que o próprio Supremo já deixou claro que o Conselho é órgão administrativo, sem competência judicante nem legislativa. Nesse sentido, a Fenainfo reporta-se a medida cautelar na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3823.

Por fim, alega violação do devido processo legal pois a proposta que levou o CNJ a editar a norma foi levada a julgamento “sem que admitisse que os interessados e diretamente atingidos pelo ato restritivo pudessem se manifestar”.

Ao pedir liminar, a Fenainfo alega risco de o prejuízo a ser causado às empresas a ela filiadas se tornar irreversível. “Se os tribunais começarem a adotar o PJ-e, depois, mesmo que reconhecida a ilegalidade do ato do CNJ, não haverá possibilidade prática, ou ao menos será muito difícil de se voltar atrás para se optar por outro sistema”, afirma.

Exemplos
Para justificar a possibilidade de prejuízo às suas filiadas, a Fenainfo cita o exemplo de duas empresas, que atuam em TJs de 11 estados, onde seus sistemas informatizaram mais de 60% dos processos da Justiça comum. Entre tais processos bem sucedidos, cita o caso de um magistrado do TJ do Amazonas, que recebeu o Prêmio Innovare em virtude de projeto que reduziu em 60% o tempo de tramitação dos processos de família, utilizando de forma intensiva os recursos do sistema de processo eletrônico do tribunal.

Segundo as empresa privadas do setor, o sistema PJ-e, inicialmente disponibilizado para a Justiça do Trabalho, ainda se encontra em fase embrionária. Cita, a propósito, manifestação de 24 diretores de secretaria das Varas do Trabalho de Curitiba, que reclamam de problemas no sistema aprovado pelo CNJ. A relatora da ação é a ministra Rosa Weber. Com informações da Assessoria de Imprensa do STF. 

Fonte: http://www.conjur.com.br/2014-mar-03/acao-stf-empresas-informatica-dizem-pje-viola-livre-concorrencia

De um lado uma vitória da advocacia ameaçada: Um sistema único no país todo. De outro lado, empresas que investiram pesado e viram seus lucros caírem por terra com uma resolução administrativa do CNJ.

Briga de cachorro grande, como diriam alguns. Com a palavra, o STF.

E se for para anular a resolução do PJe como sistema único, que obrigue então que todas as telas de inserção de dados sejam idênticas, com conceitos iguais, para que os advogados possam numa única maneira de aprendizado exercer a sua profissão. E não um que publica no diário oficial, outro não; Um que o tamanho dos arquivos é de 1,5 mb e noutro é de 3 mb e por aí vai.

Não podemos esquecer que a advocacia usa o processo eletrônico como meio para se comunicar com o judiciário e se tivermos diversos sistemas, os profissionais terão que aprender diversos sistemas, com regras e definições/conceitos diferentes.

Se as empresas querem ganhar dinheiro e o STF quer que isto seja para mais de uma, para a advocacia isto não é problema.

Agora, ficarem diversos sistemas e cada qual com funcionalidades diferentes, isto não é apenas ser contra a advocacia, isto é um atentado ao direito de defesa dos cidadãos/empresas, posto que é o advogado o responsável pela defesa deste direito.

#Ficaadica #STF #OAB

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mar 182014
 

Todas as empresas devem se preparar para o comércio virtual, certo?

E para abrir seu capital?

E para os novos mercados?

E para o mercado de celulares e tablets (mercado móvel)?

Pegando carona nos gigantes mundiais, divido parte da notícia abaixo:

A China é uma país cuja referência de internet está, literalmente, de ponta cabeça. Os nomes que dominam a web no Ocidente não conseguem espaço no país oriental. O Google chinês, por exemplo, é o Baidu. E Amazon deles é o Alibaba, que acaba de anunciar que vai abrir o capital nos Estados Unidos, em uma oferta de ações que pode chegar a US$ 15 bilhões.

(…)

A rede varejista virtual foi fundada pelo ex-professor de inglês Jack Ma em 1999. Apesar de ser conhecida como a Amazon chinesa, o modo de operação do Alibaba é mais parecido com o eBay, nos Estados Unidos, e com o Mercado Livre, no Brasil. Eles não vendem produtos para o consumidor final, mas sim para empresas. No último trimestre de 2013, a empresa faturou US$ 1,75 bilhão. Bem menos que os US$ 15,8 bilhões que entraram no caixa da Amazon.
O forte do Alibaba é seu lucro. Sem muitos gastos para prestar seu serviço, a plataforma chinesa teve lucro de US$ 707 milhões no período (uma margem de 44,6% sob o faturamento), enquanto a Amazon registrou prejuízo de US$ 41 milhões.
(…)
Com o IPO, o Alibaba talvez tenha que dar uma resposta mais rápida a um problema que assombra a maioria das empresas que apareceram nos desktops: a mudança para a mobilidade. Os acionistas do Alibaba querem uma estratégia mais clara do gigante chinês para aumentar a venda por meio de tablets e smartphones. A companhia não divulga dados sobre esse mercado, mas o mercado estima que as vendas por dispositivos móveis represente 20% da receita do Alibaba.
O grande número de vendedores dentro do Taobao também começou a se tornar um problema. Com o aumento da concorrência, está cada vez mais difícil para os anunciantes comercializarem seus produtos e o investimento para conseguir destaque nos anúncios dentro da plataforma está cada vez maior. No último ano, um grande número de vendedores migrou para concorrentes.
Esses concorrentes são outra sombra para o Alibaba. Um dos que liga o alerta da companhia de Jack Ma é o QQ, da Tencent. A plataforma de mensagens foi uma das vias de e-commerce que apresentou maior crescimento no último ano – sob um número muito menor que o apresentado pelo Alibaba, contudo.
Segundo analistas, as plataformas de mensagens para smartphones são a principal ameaça para o Alibaba. O WeChat e o QQ, ambos da Tencent, são os que mais vendem na China. Combinados, eles têm 800 milhões de usuários.

Você já pensou em ter uma plataforma mobile de seus produtos e serviços?

Pelo menos seu site está preparado para ser acessado adequadamente de um celular ou tablet?

Não???

E como espera que os clientes encontrem você na internet?

Computadores estão cada vez sendo menos utilizados para compras on line. É muito mais prático usar um celular ou tablet.

Deixar para amanhã pode ser tarde, pois o concorrente já terá feito.

#PenseNisto

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mar 172014
 

15 de Março. Dia mundial do consumidor. Somos consumidores em diversas ocasiões e momentos.

Segundo a lei, somos consumidores por sermos destinatários finais de consumo:

Art. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final.

Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo.

(Código de Defesa do Consumidor)

E na vida?

Consumimos o quê?

Temos acompanhado o consumismo de maneira desenfreada, seja em tecnologia, seja em produtos de marca, seja em inúmeras questões.

Mas, qual o real motivo disto?

Sucesso do marketing das empresas?  Obviamente que não é apenas isto.

Como opinião deste subscritor, um dos principais motivos que isto ocorre é por estarmos em uma sociedade de solidão, mesmo que acompanhados.

Como assim?

 

As pessoas tem buscado no consumo as questões existenciais de si mesmas, como se um bem/serviço levasse a solução das suas problemáticas.

Querem adquirir tudo que é lançado, para que tendo as novidades em suas mãos e corpos possam dizer que estão na crista da onda, estão na moda, estão antenados e são descolados.

E a essência, onde fica?

Como podemos buscar em materiais ou serviços aquilo que deveria estar dentro de nós mesmos?

Buscar na fragilidade do sexo unicamente por sexo, enquanto queremos em fato é amor com o sexo como consequencia.

Buscar paz interior brigando e berrando com as pessoas.

Buscar ser feliz, enquanto pensa e age apenas com problemas e infelicidades.

A resposta para o consumismo desenfreado como fuga de uma conversa consigo mesmo é enfrentar isto e conhecer a si mesmo.

Profissionalmente falando não fica diferente.

Temos avidez por informações, queremos cursos, pós, mestrados, doutorados, e ao mesmo tempo, com tanta abundância de conhecimento, não temos a informação virando conhecimento.

Vislumbramos teses maravilhosas copiadas inúmeras repetidas e vezes, sem nenhum tipo de pensamento acerca disto.

São pessoas que pensam que são advogados porque copiam iniciais, teses e modelos e saem por aí ganhando clientes e algumas causas também.

Estamos fadados a sermos consumidores do pensamento de outros?

Estamos direcionando a advocacia para o quê?

Quem pensa na advocacia, profissão e suas verdades?

Somos consumidores finais de vários produtos jurídicos: Softwares, processo eletrônico, computadores, escaners, impressoras… Mas, somos geradores de inteligência jurídica?

O que realmente importa é a inteligência do ser humano.

Sejamos consumidores da informação para gerarmos conhecimento e assim evoluirmos.

Caso contrário, qualquer consumo que fizermos será inócuo.

#Ficaadica

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